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Marcelo Rebelo de Sousa a líder do Partido?

 
     
 

Dividem-se as opiniões no seio do partido quanto à sua liderança. Ontem, em entrevista à RTP, Paulo Rangel,euro-deputado em Bruxelas e um possível candidato ao lugar, disse que a sua decisão era não avançar. Além disso, Rangel mostrou apoio à candidatura de Marcelo: "Pela sua história, capacidade de mobilização e de recrutamento de quadros, tem condições para ser um líder excepcional e um grande primeiro-ministro", defendeu o eurodeputado. Para Paulo Rangel, o Partido tem mesmo o "dever de fazer Marcelo Rebelo de Sousa ser líder".

Por outro lado, o ex-secretário do PSD Miguel Relvas dirige-se a quem defende Marcelo e acusa os apoiantes desta candidatura de serem "co-responsáveis pelo desastre eleitoral" nas legislativas de Setembro.

Quanto a Passos Coelho, único candidato assumido à liderança do PSD, Rangel criticou o facto de "não apresentar um programa" e recordou os "laivos de ideias hiper-liberais" que "entretanto se aproximaram da ideia de bloco central". "Nos últimos dois anos, a única coisa que fez foi promover a sua candidatura", sustentou.
O que se sabe por agora é apenas que uma vitória de Pedro Passos Coelho nas eleições internas não deverá por em causa a continuação de Aguiar-Branco como líder parlamentar social-democrata.

Com Público e Ionline

 
     
  Casamento "gay": PSD deve dar liberdade de voto aos deputados  
     
 

É uma das promessas eleitorais do PS e foi objecto de um projecto de lei do Bloco de Esquerda. A legalização do casamento homossexual deve ser das primeiras propostas a discutir em Assembleia da República. Segundo o jornal i, o líder da bancada parlamentar do PSD deve conceder aos deputados liberdade de voto.

Tradicionalmente, o PSD permite a liberdade em questões de consciência: por exemplo, na lei da interrupção voluntária da gravidez e em relação à investigação de células estaminais. Quanto à legalização do casamento homossexual, Paulo Rangel já o haveria feito numa anterior proposta de lei, que acabou por ser chumbada.

A nova bancada, liderada por José Pedro Aguiar-Branco, diz que, mesmo assim, esta "para o PSD não é uma questão prioritária; primeiro está o programa do governo e o Orçamento de Estado".

A hipótese de referendo parece estar a ser posta de parte por muitos dos partidos com representação na Assembleia da República. Para Francisco Louçã, líder do BE, o referendo seria "retirar a essas pessoas a possibilidade de escolha sobre si próprias." Para Isabel Moreira, constitucionalista, "a fuga para um referendo por parte dos Socialistas Católicos é uma fraude ao acto eleitoral". Recorde-se que o casamento homossexual faz parte do programa do PS - o programa escolhido pelos portugueses para orientação do Governo.

Para a proposta ser aprovada não bastam os votos a favor do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista. Com um CDS manifestamente contra, será o PCP a decidir a questão: "Não conhecemos as propostas. Tem de ser visto na globalidade."